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O ilustre, Leopoldo Rassier

Muito interessante é conversar com as pessoas com mais tempo de vida, elas sempre procuram demonstrar os valores tradicionais que foram criadas, outra época talvez. Numa dessas conversas ouvi uma verdadeira declaração de respeito por este representante da cultura gaúcha:


Leopoldo Rassier (1936-2000), gaúcho de Pelotas, advogado, poeta, compositor e cantor nativista. Criado em estância, campeiro de pé no estribo, defensor das tradições nativistas gaúchas, com sua voz inconfúdível e a qualidade de suas composições tornou-se um símbolo da Califórnia da Canção Nativa. Quem o conhecia afirma ter sido homem de grande bondade.
Recentemente, tive este testemunho de uma pessoa muito próxima sobre o momento que recebeu um resultado profissionalmente ruim de uma longa peleia, quando, então, lembrou-se da canção de Leopoldo “Não Podemos Se Entregar Pros Homens”, e sorriu, cantou, lembrando a que veio: Apesar das dificuldades que encontramos, e elas podem ser muitas, não devemos desistir. Essa 'insistência' figura como virtude de valentia no peito de quem luta. Tantos irmãos solitários na luta diária do trabalho, passa despercebido seu maior mérito: de continuar seguindo em frente, desde piá, passando por cima dos medos e tomando as rédeas do seu 'eu'.
É de grande valor relembrar isso tudo, pois com lança, cavalo e no peitaço, que foi implantada as fronteiras dos pampas gaúchos. Com este mesmo empenho e a liberdade no horizonte, levamos nossas tradições ao longo da evolução dos anos, sustentando com ela nossa nação.
Desta tradição tão forte que, por aqui, torna-se inegável reconhecer o sentimento de amor à pátria que enche o coração dos habitantes dessa querência. Sobretudo, demonstrado na forma típica cultural aquilo que fazem melhor e que grande valor tem aos olhos dos que apreciam a música, a prosa e a união estes rituais fortalecem.
Veja uma de suas apresentações: "Não Podemos Se Entregar Pros Homens"

2 comentários:

Fernando Massolini disse...

Enéas, ótimo o texto, parabéns.

Inclusive me senti a vontade para publicar no "Na Hora do Amargo".

Baita abraço.

Enéas disse...

Às ordens, índio véio!
Nosso passado é a maior riquesa que temos.
E, não é à toa que nossas façanhas, ainda que poucas, servem de modelo.